o retorno
Larguei a louça às pressas, tirei o sabão das mãos, enxuguei, tirei o avental ensopado e corri pra sala a tempo de atender ao chamado.
Educadamente, disse: ” Alô ?! “
Foi aí q o não-sei-quem do outro lado ouviu minha voz, não reconheceu e simplesmente desligou na minha cara, sem um ao menos tradicional “desculpe, foi engano”.
Ora!!!!!! Será que todo mundo pensa que por estar atrás de um fio, com a cara encoberta pela tecnologia, pode deixar a educação de lado?
Só que o não-sei-quem do outro lado esqueceu que existe bina, aquele instrumentinho muito útil que identifica a chamada. Essa ligação foi às 9.20h da manhã. Marquei então, para as 12.30h, uma “chamada” de retorno. Bem na hora que o tal estivesse com a boca cheia de comida. Liguei, demorou alguns toques para atender (deveria estar ocupado também)…. ao dizer “alôuuu!!!” eu bati com a telefone no gancho, com a força do meu braço. Deve estar zumbindo até agora na orelha do seja-lá-quem-for.
Pô !!!! infeliz de quem teve a idéia de retirar da escola, a matéria que se chamava “Educação Moral e Cívica”. Nesse tempo, aprendia-se na escola até onde ia o direito de cada cidadão e onde começa o do outro. Não se pode deixar essa educação a cargo de pais que não tiveram educação. Vão passar o que para os filhos? nem a cargo de igrejas e outros bichos, que falam tanta coisa que confundem mais do que ensinam.
P.S… às 13.10h esse não-sei-quem fez outra ligação, em vão, pois verifiquei o nr. e não atendi.




